Economia e Finanças

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Taxa de desemprego no Brasil volta a subir após três anos de queda e chega a 8,3% em 2009

Pesquisa do IBGE mostra que 8,4 milhões de pessoas estavam sem trabalho no ano passado. Do R7

A taxa de desemprego no Brasil voltou a crescer em 2009, após três anos seguidos de queda, segundo dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgados nesta quarta-feira (8) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No ano passado, 8,4 milhões de pessoas não tinham emprego, o equivalente a 8,3% da população economicamente ativa, contra 7,1% de 2008. A última vez que houve aumento foi em 2005 (veja gráfico abaixo).
Apesar do aumento da taxa em 2009, se compararmos o total de pessoas sem trabalho em relação a anos anteriores, não há um crescimento expressivo. Em 2004, por exemplo, o contingente de desocupados já era formado por 8,2 milhões de pessoas.
Embora não tenha ocorrido uma redução no número de empregos em 2009, o mercado não conseguiu absorver todas as pessoas que ingressaram na força de trabalho. Por isso aumentou a taxa de desocupação. 
Depois de uma expansão econômica de 5,1% em 2008, a economia brasileira encolheu 0,2% em 2009, refletindo a crise financeira mundial, que começou nos Estados Unidos. Isso, obviamente, foi sentido no mercado de trabalho. Entretanto, o impacto no Brasil foi menor do que em outras economias do mundo, que sofreram fortes retrações com aumentos significativos nas taxas de desempregos. 
O PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas por uma nação) dos EUA, por exemplo, caiu 2,4% em 2009. A taxa de desocupação americana subiu de 5,8% para 9,3% entre 2008 e 2009. A Espanha, cuja economia encolheu 3,6% no ano passado, viu o desemprego saltar de 11,3% para 18%.
Por regiões do país, a menor taxa de desocupação em 2009 foi observada no Sul, de 6%. Já as maiores ficaram com Nordeste e Sudeste, ambas de 8,9%.